14 julho, 2011

Ao sentar de mente aberta e vazia, parafraseando as sábias palavras do mestre Mark Arm (em The Open Mind) fiquei buscando na memória a última banda que tinha realmente me surpreendido.

    Parei, pensei e lembrei de uns 4 malucos que colaram por essas bandas faz um tempo ao lado dos brothers do Hierofante Púrpura pra tocar na Tentáculos. Os malucos em questão se apresentavam sob a alcunha de Alarde.

    Um show poderoso, que me marcou pelas belas melodias e uma guitarra cremosa, cremosa. Tinha um vocal intenso em português com letras que eu não entendi direito mas chamaram minha atenção e aquela cozinha ponta firme.


    Lembrei também que tem um vídeo do Gabriel (Hierofante Púrpura) que acaba com um close na minha cara barbuda e um belo de um berro, logo após a paulada Oitoitenta, que é também o nome do disco dos caras que eu supostamente devia resenhar.

    Supostamente por que eu realmente não sei o que dizer e sigo perdido mergulhado em um álbum altamente envolvente de diversas cores e texturas. As músicas mais “pegas”, como a citada faixa título, causam um estranhamento enquanto as mais “viajadas” tem aquele mojo embala, como em Amarelo Chá e Pressa. É um morde e assopra de primeira.

    Acho que não sou muito bom em escrever e tentar explicar certas coisas, não consigo nem quero comparar os caras com ninguém. Acho que aquele berro talvez explique tudo isso melhor que essa meia duzia de parágrafos.

Vai lá e ouve.

Alarde - Oitoitenta by Rasgada Coletiva

Por Marco Ruiz




Esse post é uma visão de Marco Ruiz e pode não representar a visão do Rasgada Coletiva.